Nov 11, 2009

Empresas brasileiras "tem que ter DNA verde", dizem executivos

Executivos de empresas brasileiras que atuam em diversos setores respondem a uma só voz quando o assunto é a sustentabilidade: "Temos que ter DNA verde". A atual onda de debates sobre a posição e as oportunidades para o Brasil na era da economia de baixa emissão de carbono levanta discussões sobre as oportunidades que as companhias terão de se inserir na nova realidade - e de ganhar com isso. Segundo os participantes do Exame Fórum de Sustentabilidade, realizado nesta quarta-feira (11/10) em São Paulo, a mudança de mentalidade das empresas é obrigatória. "A sustentabilidade tem de estar na estratégia da empresa. Não dá mais para dissociar formação de valor e sustentabilidade", diz Marcos Bicudo, presidente da Philips do Brasil e do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebeds). Sob o comando de Bicudo, a Philips persegue a meta usando a educação para despertar em seus executivos a visão de gestão aliada aos cuidados com o meio ambiente. "Temos um programa de imersão com a Fundação dom Cabral para os executivos entenderem sustentabilidade em todos os seus aspectos". O presidente admite, entretanto, que as métricas da economia verde não são claras, mas garante que é possível criar benchmarks. Marca referência quando o assunto é desenvolvimento sustentável, a Natura estabeleceu como meta "transformar desafios sócio-ambientais em oportunidades de negócios. O grande potencial que vemos nisso é que, ao explicar às nossas consultoras sobre os produtos, também as esclarecemos sobre a realidade", diz o diretor de Sustentabilidade da companhia, Marcos Vaz. A experiência da companhia permitiu que as áreas cruciais para aliar produção e preservação fossem identificadas.

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