A ameaça, publicada no diário estatal Rodong Sinmun, ocorre em meio a relatos de que funcionários de ambos os lados teriam se reunido recentemente para discutir uma possível cúpula entre seus líderes, mas sem chegar a um acordo.
"Belicistas que gostam de brincar com fogo com certeza pagarão caro", disse editorial do Rodong, acrescentando que o regime comunista vinha tomando medidas para atenuar a tensão e forjar uma cooperação com o Sul, e que "a situação geral da península coreana ruma para uma resolução dos problemas por meio do diálogo".
O texto ainda defende que "o confronto armado no mar do Oeste (Mar Amarelo) não foi um acidente, e sim um ato premeditado de agressão pelos militares do Sul em busca de intensificar as tensões na península coreana".
O breve confronto naval de terça-feira foi o primeiro em sete anos, lembrando ao mercado financeiro da ameaça que a Coreia do Norte representa para uma região que responde por um sexto da economia global.
Armas nucleares - Potências regionais tentam atualmente atrair a Coreia do Norte de volta para as negociações multilaterais a respeito do seu programa de armas nucleares. A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, disse que o incidente não irá afetar a disposição dos EUA para enviar à região seu representante especial Stephen Bosworth.
A Coreia do Norte, habitualmente, usa ações militares para ganhar espaço na pauta de eventos diplomáticos, e recentemente provocou alarme ao anunciar a produção de mais plutônio passível de uso em armas nucleares. Ao mesmo tempo, o regime busca um diálogo direto com Washington.

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